Isso é meio teórico mas não tem como escapar. Deixe de preguiça e decore isso de uma vez por todas, você só tem a lucrar. Lá vai:
-Um caractere qualquer que você digite no seu computador usando o Bloco de Notas por exemplo representará 1 byte. Essa é a unidade básica. Seja uma letra ou um número. Cada byte (lê-se “baite”) é formado por 8 bits, só prá constar, o que vem agora é que conta:
1.000 bytes = 1 kilobyte. (Mais simples impossível, kilo é mil em latim...)
1.000.000 bytes = 1.000 kilobytes = 1 megabyte (mega é milhão em latim)
1.000.000.000 bytes = 1.000.000 kilobytes = 1.000 megabytes = 1 gigabyte
ou talvez dessa forma pareça mais simples:
1.000 bytes = 1 kilobyte
1.000 kilobytes = 1 megabyte
1.000 megabytes = 1 gigabyte
1.000 gigabytes = 1 terabyte
Certo? Ótimo. Exemplos práticos para tornar a coisa mais próxima do cotidiano.
- Esse texto até a linha anterior somava 1013 bytes;
- Uma música em mp3, de 3 minutos aprox., terá “uns” 3 mb (megabytes) em qualidade mediana;
- Um mesmo filme, de 2 horas de duração, dependendo da qualidade e do formato pode variar de 300 mb a 50 gb;
- Uma foto pode variar facilmente de 50 kb a 10.000 kb, ou seja 10 mb;
Pense comigo: -estamos no emule; você busca a música “Paint it black” dos Stones e como resposta obtém um arquivo chamado:
-“Rolling Stones – The best of – Paint it black.exe” tamanho: 720 kb;
E aí? Vai baixar o arquivo? Será que é um “bom” arquivo? Será que realmente é o que você está procurando? E quanto a qualidade?
Meu caro, com 720 kb se fosse uma música estaria numa qualidade tão baixa que seria um ultraje deixar tocar até o final...
E por que eu disse “se fosse uma música”? Esse é próximo tópico.
Tipos de arquivos (Extensões):
Qual a diferença entre o arquivo “pangeia.jpg” e “pangeia.odt”?
Simples. O primeiro é uma foto e o segundo um arquivo de texto do OpenOffice ou BrOffice. Como assim “simples”?
Como sabemos o computador é capaz de manipular uma infinidade de tipos diferentes de informação. Cada tipo é manipulado por um grupo diferente de softwares ou por um software específico.
Então como o sistema operacional sabe qual programa (software) abrir quando você entra numa de suas pastas e clica aleatoriamente num arquivo chamado “fumega”?
É graças à extensão do arquivo. Essas 3 letrinhas lá no final após o nome que você colocou. O sistema operacional faz uma “Associação” dessa extensão a um dos programas que o computador tem instalado.
Isso é transparente. Está lá, é importante, você não vê mas funciona.
Se você abrir uma de suas pastas agora, muito provavelmente pensará que há algo errado com minha teoria pois dirá que seus arquivos estão lá com os nominhos que você lhes deu sem nenhuma dessas tais extensões que eu estou falando aqui...
Existe uma função no Windows chamada “Ocultar extensões de tipos de arquivos conhecidos” que visa evitar que se alterem manualmente essas extensões. Mesmo que essa função esteja ativa, você pode reparar que numa pasta com conteúdo misto cada “coisa” tem um ícone específico que identifica o tipo de arquivo e te faz prever qual programa vai abri-lo.


Esse conhecimento somado ao das unidades e medidas é o que vai evitar que vc “pegue” 99% dos vírus presentes na rede e especialmente nos programas de compartilhamento de arquivos (redes p2p).
Eu não sou um dinossauro da internet. Tenho contato cotidiano com a rede há 5 anos. Tenho amigos que têm 12 ou 13 anos de contato... Nesses 5 anos nunca peguei vírus no Emule. Tenho um outro amigo que no primeiro duplo clique que deu no Emule infectou o computador. Como isso é possível? Simples. (De novo!). O arquivo:
“Rolling Stones – The best of – Paint it black.exe” tamanho: 720 kb;
Não é uma música nem aqui nem na China. Só que ele não sabia disso...
Exemplos:

Sobre os instaladores e executáveis:
De maneira bem resumida podemos dizer que estes são os mais ameaçadores. Executáveis nada mais são que programas. Quando você baixa um programa gratuito qualquer, como o tocador RealPlayer por exemplo, vc recebe um programa que executará a instalação do Real Player em sua máquina. Aquele arquivo que vc baixou, digamos que se chamasse RealPlayer.exe não é o tocador ainda. Você não tem como dar um comando abrir nele e pedir que ele reproduza uma música guardada no seu HD. Ele é o executável instalador do programa... Se você confia na fonte que te forneceu o arquivo, ótimo, dê um duplo clique, siga as instruçôes e o instale.
Mas e quando você pede a tal paint it black no Emule e vem aquela aberração de 720 kb, com a extensão “.exe”? Meu caro, é fria da grossa. Só pode ser software mal intencionado. São 99,9999% de certeza!
Repetindo, executáveis são programas, que podem estar codificados para fazer quase qualquer coisa, desde coisas fantásticas e adoráveis até estragos irreparáveis na sua máquina.
Lembre-se que eu disse “de maneira resumida” pois existem meios de se ocultar os vírus... por exemplo uma extensão .srt (proteção de tela) é um tipo de executável que pode conter código mal intencionado... Esses vírus escondidos são menos comuns mas estão por aí. Por essa razão seja cuidadoso, mantenha seus antivírus atualizados, sempre leia as recomendações e comentários de outros usuários antes de instalar qualquer coisa e de preferência faça um ponto de restauração também... Prá saber sobre isso clique aqui!
Dúvidas? Postem nos comentários.

-Vantagens: Rápido; Não depende de servidor; Quanto maior o número de pessoas interessadas no mesmo arquivo, melhor. Quanto mais próximo do equilíbrio entre os que fornecem (seeders) e os que precisam baixar (peers) maior a velocidade que o mesmo será baixado. Quando o número dos que fornecem for maior que o dos que precisam baixar, o arquivo será baixado em velocidade máxima; Se um imprevisto ocorrer não se perde a parte que já havia sido baixada; Comodidade;